Violência doméstica: a pandemia que a gente não vê

Um levantamento divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) apontou o aumento de 22,2% dos casos de feminicídio em 12 estados brasileiros, entre os meses de março e abril de 2020, período em que as denúncias na Central de Atendimento à Mulher (180) foi 27% maior em relação a 2019, o que comprova o crescimento da violência doméstica durante a pandemia.

O confinamento que coloca vítima e agressor em convívio diário é um dos fatores que contribuíram para o crescimento destes números. Se o isolamento social nos garante proteção contra o Coronavírus, contraditoriamente, ele é a maior ameaça à vida dessas mulheres.

Na década de 90, quando pouco se falava sobre a violência praticada contra a mulher, eu aprovei na Câmara Municipal a Lei 11.251 que criava os centros de atendimento, referência e abrigos destinados às vítimas, uma grande conquista na época, um marco na luta feminina.

Quando falamos de abrigos estamos a falar do estado final, do momento em que a mulher já não vê a saída para se libertar do seu agressor e precisa de deixar o seu lar.

Mas precisamos de agir antes que isso aconteça, a denúncia ainda é a forma mais eficaz de combater o abuso e a agressão antes que se torne um caso de feminicídio.

https://www.saopaulo.sp.leg.br/blog/artigo-violencia-domestica-a-pandemia-que-a-gente-nao-ve/